quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias perdidos

Ando com sede de viver. E dias rotineiros me cansam agora. Estou em casa. Em horário integral de mãe ( o que é raro, já que viajo tanto). Mããããeeee... a palavrinha doce se estende na boca desse guri de 8... (toda hora sou requisitada). Consigo ver uma tela onde sou protagonista 'meio sem saco pra nada', depois de um dia inteiro correndo... atrás do quê? Fiz café da manhã. Levei menino na escola. Fui comprar material de construção (loja abrindo). Depois fui providenciar a troca do botijão que acabou (coisa de mulher dona-de-casa). Fui ao médico (duas horas de espera, dez minutos de atendimento). Fui ao mercado. Improvisei o almoço. Respondi email. Fui de novo comprar material de construção. Fui encomendar mármore para alpendre da varanda (está no fim essa saga de reforma). Aproveitei para comprar uma periquita para meu periKito (acho que foi o que salvou meu dia, a cena dos dois juntinhos na nova gaiolinha) E fui de novo, novamente, comprar material de construção (loja fechando) Moço da loja me olhou como quem olha uma mulher burra que nunca lembra tudo, mas é meu pedreiro, que acha que tenho todo tempo do mundo pra ir buscar coisas e não me diz de uma vez só o que falta (estou meio abusada). Molhei plantas e adubei algumas que estavam meio feinhas, malcuidadas com esta reforma. Providenciei janta pro guri. Lavei a camisa da escola. Respondi email. A jornada está no final e vou tomar um banho pra ver se ganho a noite, porque o dia pareceu meio perdido.

Um comentário:

Lolypopy disse...

Seu post me fez lembrar um poema de Vinícius que diz mais ou menos assim: "a felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve, precisa que haja vento sem parar"

Penso que é exatamente isso o essencial: "Haver vento sem parar!"
E esse vento nada mais é que essas pequenas coisas, as vezes até rotineiras, mas que representam a beleza de ser quem nós somos!

Curti teu dia e adorei seus blog Leninha!

Abraços!
Lú!