sexta-feira, 30 de outubro de 2015

De volta ao Offroad

Zequinhaaaaa Lelê voltou! que alegria!!! lá no Conde, entre rios e estradas pouco trilhadas. Entre fotos e lama. Sob o olhar fascinado da população local.
É muita emoção.

Sair sacolejando dentro de um 4X4, trilhando estradas perdidas no meio do quase nada (sim, porque sempre tem gente morando nesses lugares e quando nos encontramos é sempre uma troca maravilhosa de energia).





























sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Liberté, Egalité, Fraternité...

Nos últimos dias eu participei de um evento do Observatório da Educação na FACED- UFBA. Hoje foi a finalização dele, onde tive a oportunidade de apresentar meu trabalho sobre Comunicação na Avaliação. As últimas apresentações da tarde falavam sobre Fraternidade. São artigos orientados pelo  professor Robinson Tenório. Lembro quando ele foi meu professor, na disciplina de Avaliação, e fez, em uma das suas aulas,  um breve histórico sobre o direito à educação no Brasil e sobre questões de acesso, permanência, qualidade do ensino e como tudo isso tem a ver com os processos decisórios e as tomadas de decisão na avaliação.
Depois ele falou sobre os três pilares da Revolução Francesa e como a política e a própria sociedade internalizaram questões sobre liberdade e igualdade, mas ignoraram, ao longo dos últimos duzentos anos, a fraternidade. Deixaram o termo apenas ao uso das religiões e não há, no campo da ciência, um tratamento de como a fraternidade pode tornar a sociedade mais próxima do ideal que tanto almejavam os revolucionários franceses.
A Fraternidade de que fala o professor Tenório e seus alunos, é um dos pilares da ideologia da Revolução Francesa. É uma categoria política, confundida com solidariedade, mas que tem muito mais a ver com equidade.
Fraternidade, palavra que deriva da latina Frater (irmão), humaniza a todos como espécie. Somos iguais, todos humanos, merecemos tratamento igual, em todos os sentidos, porque temos uma irmandade biológica, de uma mesma espécie na natureza.
A Declaração dos Direitos Humanos da ONU nos sinaliza a necessidade de fraternidade, assim como nossa Constituição. Mas a palavra, que circula muito nos assuntos religiosos, é ignorada nos assuntos políticos, sociais.
O sentimento de pertencimento à raça humana, que tornariam os homens mais unidos pelo simples fato de que, ao ajudar o próximo, com pequenas ações que o livrem de toda e qualquer mazela, ajudamos a toda a humanidade a evoluir, a melhorar, a crescer, não é regra, é exceção. Ela deveria estar no mesmo grau da liberdade e igualdade e, a todo aquele, que não tendo como sozinho, alcançar um estado de humanidade plena, a fraternidade o asseguraria, não apenas através das leis, mas de uma práxis ética de todo aquele que tivesse mais e pudesse ajudar.

Quando percebemos tantos projetos e programas de políticas públicas em andamento, que não dão resultado, que só usam dinheiro público, sem retorno algum, e nisso incluam até mesmo essa educação básica que deixa à desejar, é sempre questionável se tudo isso é ético. Com certeza, não é fraterno.
Precisamos ensinar nossas crianças a serem fraternas. Precisamos nos melhorar (como profissionais, como pais, etc.) quanto na vida em sociedade, avaliando nossos políticos, nossos gestores (onde trabalhamos), nossos sistemas de saúde, educação, segurança, etc.
Quando o cidadão comum tomar pra si, tarefa tão importante para correção dos rumos sociais, quem sabe não teremos um país com mais liberdade, igualdade e fraternidade, de verdade?!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Encontro literário afetivo

Estou eu no restaurante Cabana do Pai Thomás, que vale um post à parte, pela beleza estética que traz ao conceito de comer em lugares mágicos e cheios de arte, em Cachoeira, ontem, um dia antes da abertura da Flica 2015. Já estava encantada em conhecer o restaurante e nem esperava muito mais da minha noite, quando vejo um grupo e no meio dele, alguém que fez meu coração bater com muita alegria.  Antonio estava em Cachoeira. Só então lembrei que Antonio era um dos homenageados da FLICA


Desde 2009 não o via. O último encontro, meio atropelado pelo local, foi em um bate-papo oficial na Bienal do Livro, no Centro de Convenções. Foram apanas alguns minutos de conversa, comprei um livro, ganhei autógrafo e fui embora, sem saber dele direito.








Antonio é um homem famoso, vivido, cheio de prêmios, cheio de talento. Qualquer minuto de sua boa conversa é sempre um presente.
Mas estou escrevendo aqui sobre um outro Antonio, que conheci nos bastidores.
Um senhor alegre, generoso, e extremamente humano e atencioso.

Conheci Antonio em Juazeiro. Era repórter da TV Norte (hoje TV São Francisco). Tinha um amigo no Rio e ele viria a Juazeiro para acompanhar uma equipe com pesquisadores para montar uma mini-série da Globo Rio. Perguntou se eu poderia ajudar. Claro, adoro produção, mesmo que seja nos bastidores.
Eu entrei em contato com historiadores, com o Museu do Velho Chico, com pessoas que detinham a história oral de Juazeiro e me prontifiquei a acompanhar a equipe.
E foi uma festa que durou dois dias inteirinhos, com direito a muito riso, conversas de boteco, almoços e jantares regados a uma cachacinha de primeira e muitas, muitas histórias que me fizeram viajar para imaginações criativas.


Na equipe, José Alvarenga Júnior, que já dirigia bons programas  e depois criou os Normais. O Doc Comparato, que eu já conhecia de livros e me falou de roteiros e de vida. Ele me deu seu cartão mas confesso que eu não tinha pretensão de virar professora e por isso não mantive o contato. Que ironia, pois acabei professora de roteiro na UESC.
























E por fim, Antonio Torres. Com quem conversei por horas, ganhei livros, endereço e iniciei uma amizade por carta. Foram várias.
Depois veio mudanças de cidade, Mestrado, Arthur, UFRB e eu atolada, acabei parando de escrever. Que triste eu ter deixado de alimentar aquela atenção de Antonio.

















O homem das letras, do mundo, é um senhor muito generoso. Ele me abraçou em Cachoeira, tornou a me dar seu cartão, falou para escrever...

E eu de cá, escrevo em Blogs, Antonio, sem muito tempo e coragem para ir às cartas... mas feliz da vida de novamente abraçar você. Eu, que decoro a casa com livros, tenho um canto só para as obras de Antonio que carrego comigo...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ao mestre com carinho

Eu estudei em 80% da minha vida. Foram poucos os momentos em que fiquei sem ter uma atividade que me colocasse em sala de aula como estudante. Fiz primário, ginásio, segundo grau, fiz Letras até o sexto semestre, Direito até o terceiro e cursei Jornalismo, quatro semestres em Cuiabá e na transferência para Campo Grande, mais seis semestres, por conta de diferenças de currículo. Depois fiz uma pós, vários cursos de curta duração, fiz mestrado e já cursei quatro disciplinas de doutorado em três programas de duas universidades.
Gosto de estudar. Gosto de aprender. Tenho um espírito ignorante que busca a luz do conhecimento e sempre acha que sabe muito pouco. Estou sempre lendo três a quatro livros ao mesmo tempo. Muitas vezes não chego a concluir, mas vou até bem mais da metade em todos (é regra).
Na internet coleciono banco de livros, de artigos, de textos.
Penso que a leitura seja talvez o meu hobby mais frequente.
E nesse emaranhado de leituras e cursos, sempre encontrei pessoas inspiradoras, professores que me fizeram querer ser mais e mais. Meu muito obrigada a meus professores queridos, em especial ao amigo Alexandre Schiavetti e ao meu sempre amado Mestre Jorge Ijuim.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Fazendo história

Eu sempre gostei de fotografar mulheres grávidas. Sempre achei que isso me fazia ser parte da história de um novo ser. Fiz as fotos de Selmística, há mais de 20 anos, e sei que ajudei a deixar minha amiga mais orgulhosa da barriga que carregava e a formar memórias que sua filha Clarinha, não teria se não fosse por imagens. Lembramos daquilo que não vivemos, pelas imagens que temos, já diz a teórica Susan Sontag.
Ao longo desses anos, fotografei dezenas de mulheres grávidas. E sempre foi uma atividade que ao final, eu estava talvez mais feliz que a própria mamãe.
Nesta última semana fiz mais uma gravidinha. Uma amiga que engravidou aos 40 anos. Um milagre que ela ainda não conseguiu entender. Está confusa com as mudanças e que, como eu, também está tendo uma gravidez difícil.
Mas as fotos ficaram tão lindas! e eu me senti tão forte após fotografar. Vejo a vida se renovando. E acho sempre tão fantástico.
Um pouco do ensaio, do


que me é permitido mostrar...

sábado, 10 de outubro de 2015

Agulhinhas mágicas

Finalmente tomei coragem e estou fazendo um tratamento com acupuntura. E tem sido uma experiência maravilhosa. O Dr. Jorge, já na primeira consulta, de mais de 50 minutos, me surpreendeu. Penso que falei tanto, de tanta coisa. E tudo ele anotava, argumentava, inclusive sobre a minha forma de falar, pura neurolinguística.
'Como assim, minhas alergias?'...  se são minhas, eu não quero me desfazer delas... '
Depois fomos para a minha primeira sessão e ele explicando que cada agulhinha trataria um sintoma.
Em média são oito a nove agulhadas. Sempre na área da cabeça e dos pés.
A depender do dia, percebo que sangra um pouco, que sinto um choquinho, mas nada dolorido.
Foi em setembro que descobri essa maravilha (que meu plano de saúde cobre), e tem dado boas respostas aos processos de desequilíbrio somático, com melhoras interessantes para questões hormonais, do joelho, da ATM, ansiedade.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O primeiro grande evento do curso de Comunicação da UFRB

Estou no curso de comunicação da UFRB há nove anos. O curso vem sofrendo por conta de uma série de ações pouco efetivas e um certo 'umbiguismo' (cada professor cuida dos seus projetos e desenvolve seus trabalhos com seus orientandos e nada era feito em conjunto). Nove anos de curso e finalmente conseguimos realizar um grande evento. O empenho de Jorge e Daniela foram fundamentais em fomentar o evento, através de projeto, mas houve envolvimento de vários professores, como Jussara, Hérica, eu, Márcia, Renata, Sérgio, Luiz, Maria de Fátima. E os estudantes, nem se fala, porque foi um pedido deles, que queriam ter um acontecimento acadêmico no curso. Por isso tivemos muitos e bons monitores, todos muito empenhados. Até alguns calouros, que mal chegaram e se depararam com uma greve longa, estavam lá, comprometidos, responsáveis e cheios de iniciativa.
O Recom uniu comunicação e processos históricos, uma união feliz, já se propondo a ser o evento do nosso mestrado. E já nessa primeira edição tivemos mais de 120 inscrições e apresentação de 39 trabalhos, com gente da Bahia e de fora, o que provocou um intercâmbio muito legal. Pessoas do Jornalismo, do Cinema, da Sociologia, da História... Conheci o Bruno Martins da UFMG e a Maurini Souza da UFTPR (com quem muito me identifiquei).
Entre os palestrantes, o Igor Sacramento, da Fiocruz, que me ofereceu ajuda em bibliografia que muito me interessa, por conta do projeto comunicação e saúde, que faço parte,  e o  Maurício Lissovsky, da UFRJ, que trouxe a fotografia, onde eu me senti contemplada.


Apresentei um trabalho sobre a pose e seu fortalecimento social e psicológico, desde a fotografia analógica até os processos digitais, e uma breve análise sobre a selfie.
Foi muito legal.
E no campo da sociabilidade e integração, o evento também foi muito bom para conversarmos sobre o curso, sobre Cachoeira, interagir com o pessoal da História e das Ciências Sociais.







Conhecemos o restaurante egípcio Horus, muito bom. Comemos muito, pois sentimos um tempero único, delicioso. E os doces...
Não podia deixar de registrar a minha alegria para novos tempos da Comunicação UFRB.