sábado, 3 de junho de 2017

O Vinho Verde da canção

Quando mais jovem, escutei um dia a canção que dizia:  "vamos brindar, com vinho verde pra que eu possa cantar, canções do Minho que me fazem sonhar, com o momento de voltar ao lar"

E nunca, nunca, antes de 2015, pensei que um dia cantaria essa música com sentido inverso ao cantor. Muito embora não sinta saudades desse Brasil tão complicado, sinto saudades do lar.


Na noite deste sábado, fui conhecer a Feira do Vinho Verde em Braga. Provei diversos vinhos produzidos na região do Norte. Brindamos e celebramos com amigos, e a cada brinde essa música parecia ressoar em minha mente.




domingo, 28 de maio de 2017

Braga Romana - Uma festa memorável

Desde que eu cheguei, ouvia falar da Braga Romana, do quanto era uma festa bonita e alegre, mas nada me preparou para o que vi: uma cidade envolvida de verdade, na produção de um evento bom para a história, cultura, artes, comércio e lazer.
A Braga Romana é um evento que está na sua 14ª edição, e claro, já deve ter tido os seus desacertos, para chegar ao nível em que está hoje. Não observei nada que não fosse muito bem cuidado ou produzido.

Durante cinco dias, o centro histórico se transforma na Bracara Augusta, a cidade criada por César Augusto, Imperador de Roma, no ano 15 a.C.  Uma cidade museu a céu aberto então é vivenciada por moradores e turistas, com a ajuda de centenas de atores, penso que a maioria voluntários, estudantes da UMinho, das escolas de ensino secundário, de agremiações, de associações de pais, de freguesias (os bairros), pessoas cheias de disposição que se transformam em cidadãos romanos, vestidos e vivenciando seus papéis com uma responsabilidade de admirar e emocionar.


Tem eventos de dança, de religiosidade, tanto de Roma quanto dos lugares alcançados pelo Império.
Eventos pagãos de rara beleza, de fantasias preciosas... senti vontade de sair a dançar com o Baco pelas ruas da cidade...

Tem uma feira de ofícios, onde há moedas cunhadas na hora, roupas e perfumes a serem produzidos, animais a serem tratados, como aves de rapina e cavalos, num acampamento militar...

 O cotidiano de uma cidade romana é a verdadeira aula de história para os pequenos.






O comércio também é rico e variado, de especiarias, de bijuterias, artesanatos, artefatos...

E também de comidas deliciosas e bebidas dos deuses, eu me encantei com a sangria negra e a de frutos vermelhos.


Nos dias em que fui, vi espetáculos com fogo, vi desfiles, vi gente sorridente. Parecia um grande Teatro de rua, gigante, ou um lindo carnaval de rua, com uma música mais serena, mas com muita ludicidade.










 É, sem dúvida, a melhor festa dessa terra! Ave César, vivo na Bracara Augusta.  


segunda-feira, 1 de maio de 2017

A batalha de beleza em Barcelos

O meu 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, foi lindo. Foi cheiroso e colorido. Em Barcelos, a 20 km de Braga, há, neste período, um evento tradicional e que vale muito ir conhecer, a Festa das Cruzes, com shows, feiras de artesanato, parque de brinquedos armado na praça, muita gente circulando, muitos turistas...



Mas o ponto máximo acontece na Avenida da Liberdade, uma das mais importantes da cidade, quando associações e agremiações organizam-se para um desfile com carros, bandas e pessoas, que saem às ruas, enfeitadas e fantasiadas, com cestas de flores e jogam nos espectadores, naqueles que foram lá, prestigiar a alegria do momento. É a Batalha das Flores.









Eu contei mais de 20 veículos, entre caminhões, caminhonetes e carros pequenos, lindamente enfeitados e com seus personagens divertidos.
Muito sorriso, uma energia de vida e alegria. Fiquei muito feliz e claro, fiz minha crônica fotográfica desse momento mágico, para eu não esquecer e para quem quiser conhecer.

A BATALHA

A munição: flores de todas as cores. Muita munição, cestos cheios no início do desfile. No porte dos 'soldados', percebe-se o orgulho de participar desta festa linda.





















 Carros tão lindamente decorados, a cidade toda envolvida.


O guerreiro dessa batalha: gente sorridente, que parece incansável, mesmo com a idade revelada na cor dos cabelos.

Mas no meio da brincadeira, vemos a juventude do sorriso e do gesto.
Já a guerreira, mulher de fibra, que no gesto, parece enviar toda a primavera de uma vida nova a quem está na plateia.



O ataque, um momento de ludicidade, uma catarse, um riso solto, um momento de interação. Impossível não ficar contagiado.



Eu, o alvo! receber flores é sempre um prazer.




















quinta-feira, 27 de abril de 2017

Flarod se foi...

Meu querido Flávio Rodrigues desencarnou. Uma saudade enorme.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Viver para amar e morrer para ser amado

É sempre um susto perder alguém jovem e cheio de planos. É sempre um susto. Nos assusta saber que nosso amigo, no caso de hoje, nossa estimada amiga Rachel não estará mais conosco. Não veremos mais seu sorriso acompanhado do som de sua voz, não teremos mais sua presença espirituosa e afetiva. Nos assusta saber que estamos à deriva, podemos perder quem estimamos sem aviso prévio. Nos assusta saber que somos mortais, que assim como foi ela, vítima de uma doença que se fez anunciar em meses e lutou bravamente para se recuperar, poderia ser um de nós.
Amanhã, poderemos ser, vítimas que somos da morte, como algo inevitável, como algo capaz de se preparar. Assusta porque nunca, nunca estamos preparados, muito embora no discurso seja fácil, há uma demanda pela vida, sempre.
Então viva muito, ame muito, seja muito. Não se preocupe em ter, pois da vida nada levamos. Se preocupe em ser. Minha amiga se foi, mas ela é, e por ser _ amada, querida, estimada, boa professora, boa esposa, amiga de todos, escritora, pesquisadora, estudante (estava terminando dois doutorados) _ minha amiga sempre será. Isso ficou tão claro nas mais de cem mensagens que li hoje, no facebook, direcionadas à ela, que em alguma dimensão desse universo multi-dimensional, deve estar a sentir as boas energias, de gratidão, amizade e amor, que tantos dedicaram a ela. Se preparar para o inevitável é isso. Viver para amar e morrer para ser amado.