segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O social na educação

Estou ministrando pela segunda vez a disciplina Comunicação em Organizações Sociais em uma turma de Gestão em Cooperativas. Turma noturna. Mais de 50 alunos. Tem gente de Cruz, Santo Antonio de Jesus, Feira de Santana e Castro Alves.
Lancei um desafio de uma campanha de comunicação, para que eles, em grupos de 4 ou 5 pessoas, desenvolvessem com uma instituição sem fins lucrativos, que visasse, além de divulgar a existência e os serviços oferecidos pela instituição, mobilizar a comunidade externa para ajudar em algo que a instituição tem carência.
Meus orientados fizeram o diagnóstico dos 'clientes', detectaram o que precisava ser divulgado e que tipo de mobilização seria mais interessante para resolver uma carência. Criaram logomarcas e slogans, desenvolveram releases, boletins, folders, folhetos, foram às rádios divulgar as campanhas, fizeram vídeos, cartazes, camisas e mobilizaram muita gente.
As instituições:
Em Cruz - ASCOMCA, Pestalozzi, Obreiros da Fraternidade, Projeto Cristão Solidário, Abrigo dos Idosos, Comunidade da Baixa da Linha e Clube de Escoteiros.
Em Feira: Lar do Irmão Velho
Em Santo Antonio de Jesus: Hemoba
Em Castro Alves: Lar do Idoso.
A equipe de Feira de Santana envolveu ainda a Federação do Tênis de Mesa e fez um evento esportivo que conseguiu arregadar 400 pacotes de fraldas geriátricas para o abrigo de idosos.


Em Cruz, a equipe que trabalhou com o abrigo de idosos local conseguiu intermediar um desconto de mais de 1.500 reais com uma empresa de fraldas e conseguiu que uma rádio divulgasse uma campanha que incentiva a visitação aos idosos. Também em Cruz uma outra equipe fez campanha numa empresa para arrecadar notas fiscais para a Pestalozzi local e conseguiram 13 mil notas, o que dá à instituição um prêmio de mil reais pelo projeto sua nota é um show de solidariedade do governo estadual.
A ASCOMCA, que cuida de crianças em situação de risco, ganhou uma campanha visando arrecadar alimentos para uma festa de Natal e os alunos conseguiram o apoio da Igreja Adventista, para aumentar a arrecadação.
A associação Obreiros da Fraternidade também ganhou uma campanha para arrecadar alimentos para ajudar nas cestas básicas que eles distribuem agora no final do ano.



O Projeto Cristão Solidário da Igreja Católica ficou conhecido entre os fiéis, que nem sabiam que ele existia, e só com a ajuda deles, arrecadou mais de 100 kg de alimentos.
Em Santo Antonio, a equipe que divulgou o HEMOBA local conseguiu patrocinadores para uma campanha de incentivo a doação e fizeram camisas que ficaram muito bonitas. Veja o vídeo deles.

Ao todo foram dez instituições atendidas. E todos os estudantes foram avaliados não só por mim mas também pelos administradores das instituições, que ficaram satisfeitos com a divulgação e com os resultados da mobilização.
É muito legal ver a universidade agir pelo social e ajudar a mudar a realidade local.
Gosto disso. E durmo feliz, sabendo que meu papel de educadora e de comunicadora se cumpre nessas atividades que unem a teoria à prática.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Em cena: Senna

Ontem fui assistir ao documentário Senna, do britânico Asif Kapadia. O diretor conseguiu imagens muito interessantes, com o piloto em família, em diversas escuderias, nos bastidores do mundo da F1, imagens de reuniões de pilotos com a diretoria da FIA, de emissoras de TV do Brasil e estrangeiras... ao final temos um filme que emociona, mas que nos mostra o quanto esse moço brasileiro teve um papel importante para que o esporte se tornasse mais seguro. Questionador, de personalidade forte, o Senna do doc é um bom moço, mas que não leva desaforo pra casa e só agora vi um jovem que de alguma maneira, era comprometido com a segurança, apesar da ousadia que demonstrava nas pistas, principalmente em dias de chuva.
Quando ele morreu, eu estava sozinha em frente a uma TV, em Campo Grande (MS), longe da minha família há anos e na hora liguei para minha mãe chorando, como se tivesse perdido um parente. Em Itabuna (BA) minha mãe também chorava.
Ontem saí do cinema com a mesma sensação de perda. E em casa não deu pra segurar minha tristeza, talvez de saudade pelo vazio deixado por esse moço.
Sei que ele era um cara do bem, um jovem que servia de modelo, de exemplo e onde estiver, sei que está amparado pela espiritualidade amiga.
Mas fiquei me perguntando, como os dirigentes puderam deixar a corrida acontecer se nos dias anteriores o Rubinho havia se acidentado e se machucado e o piloto austríaco Ratzenberger havia morrido? como um esporte com amarras tão fortes de grana, patrocínios, etc. perdeu-se diante de tudo isso e não percebeu que colocava em risco a vida de seus atores principais?
Depois da morte de Senna não houve mais tragédias na F1, mas a imagem do presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean-Marie Balestre, puxando sardinha para Alain Prost me deixou a impressão de que muita coisa precisava mudar... e queria saber: será que mudou?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A comunicação em processos decisórios

Meu trabalho final na disciplina como aluna especial do dout FACED. Espero que ele tenha alguma utilidade: Uma cartilha sobre comunicação na avaliação.