domingo, 31 de julho de 2016

Fotojornalismo para quê?

Na vida, às vezes levamos anos para entender uma mensagem simples: O que fazemos não é tão importante para outras pessoas. Não mesmo.
Eu sempre fui uma professora muito consciente do conteúdo que preciso ensinar, ler, estudar e cobrar dos alunos. E sempre achei que a minha disciplina era muito importante no curso, afinal vivemos um período muito imagético, e na internet e com os novos meios, essa importância só aumenta. Certo?
Pois é, mas não é para todos os alunos. As pessoas não são iguais, têm histórias diversas e suas vidas tem fluxo próprio.
Pois bem, tive um estudante que  teve certa dificuldade de lidar com a metodologia avaliativa da minha disciplina. Ela é anual e ele tentou um semestre, não conseguiu, faltava muito ou chegava atrasado,  as vezes perdia as explicações teóricas e já chegava na parte prática, ele não deu conta de ter um blog da disciplina, tinha dificuldade de entregar os trabalhos e acabou desistindo.
No ano seguinte, pois a disciplina é anual, lá estava ele de novo. Desta vez mais participativo. Mas o blog era uma dificuldade, ele não fez  e não postou os trabalhos, que eram muitos. A disciplina tem 40 horas teóricas e 45 horas práticas. No ano seguinte, outra vez. E foi a mesma história.
Todas as vezes que nos víamos, eu dizia: rapaz, cadê você?
Este ano ele voltou. Mostrou-me que havia comprado uma câmera e já fazia fotos de todos os eventos do lugarejo em que ele morava.
Explicou-me que era um povoado sem internet, com dificuldades para ter acesso e me explicou que trataria minha disciplina de forma diferente desta vez.
Eu já o olhei de forma diferente, pois não sabia que ele morava em local tão complicado de acesso.
Com a ajuda de colegas ele construiu o Blog. Fez seu seminário individual e foi bem, participou de exposição, fez ensaio, tudo bonitinho e estava indo bem, eu sabia que ele dessa vez, daria conta.

Faltando uma semana para terminar o semestre, lá fomos nós, participar de uma exposição em outra universidade, a UNILAB, Campus dos Malês, em São Francisco do Conde. E lá estava ele. Não só nos ajudando a montar nossa exposição, mas expondo também: móveis, feitos de pneus.

Lindos móveis.
Feitos com pneus velhos que ele conseguia nas borracharias da estrada de Santo Amaro da Purificação para Cachoeira.
Eu  vi o talento dele, tão maravilhoso, fisicamente, concreto, naquele trabalho artesanal tão bem feito. Minha ficha caiu: para quê esse moço precisa de fotojornalismo?
que importância tem minha disciplina na vida dele?

Eu senti algo novo: achei tão sem importância a minha disciplina, para o tanto de atraso que ela  causou na vida dele. Eram quatro tentativas.
Ele passou, claro, na disciplina, mas já está passado há trocentos anos na vida, no talento, na garra, na criatividade.
E eu, de cá, fiquei a rever a importância de algumas questões, nas decisões de um professor. Se eu soubesse mais da vida do Arnaldo, com certeza, ele teria sido avaliado de outras formas, sem blog, sem tanta metodologia tecnológica e talvez com uma sensibilidade maior. Não sei se o fato dele ter se desdobrado para dar conta da metodologia, o ajudou em algo, não sei se tudo poderia ter sido mais leve, diferente, caso eu soubesse disso tudo antes. Mas sei que me fez pensar e gosto quando algo se modifica aqui dentro.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Estado Vibracional

Se tudo no mundo é energia... Se as coisas que vemos e as que não vemos são, em sua essência, energia, então, nós, no corpo, na mente e no coração, somos energia.
Somos um complexo Pensene = Pensamento + Sentimento + Energia
Somos o que pensamos e sentimos e o resultado disso transformamos  em energia que atraímos e emanamos.
Não acredite em nada. Em nada que você lê ou que te contam. Mas você pode acreditar no que você sente, naquilo que intui, que percebe. Use os seus sentidos e sua percepção para ir mais fundo em você mesmo.
Seu corpo é o seu laboratório. Sua mente e seu psiquismo são seus e só seus, só você pode adentrar.
Então comece a sentir com sabedoria, aprendendo a ler em você as manifestações da energia, da tua energia e dos que te rodeiam.
Todo o tempo estamos manipulando, transformando, transmutando energias. Lidamos com energias de lugares, de objetos, de pessoas e de seres que já não estão mais encarnados mas que ainda emitem energias, são as consciências extrafísicas.
Quando nossas energias entram em contato com tantas outras energias, há alteração no nosso energossoma, nosso corpo de energia. As vezes para alterações de estados de frequência mais alto, que nos deixam com saúde, disposição, alegria, harmonia... e as vezes essas interações nos deixam em estados de frequência energética mais baixas, que nos causam irritabilidade, tristeza, prostração, doenças psicossomáticas. É preciso auto-pesquisa, auto-estudo, auto-disciplina, no sentido de identificar e tentar reequilibrar situações que nos causam alterações, muitas vezes prejudiciais.
E existem técnicas para se manter em equilíbrio, que 'limpam' o campo energético de forma fácil e rápida. Leia sobre isso nos livros ou artigos sobre a Conscienciologia ou assista palestras sobre isso na TV Complexis, youtube ou acesse canais como Pozati filmes.

domingo, 3 de julho de 2016

Passo a passo na burocracia

Estudar fora. Participar de uma seleção. Organizar documentos. Eu não tinha ideia de como era esse processo e confesso, fiquei assustada com tanta burocracia.
Eu me formei em 1997. Um diploma de uma Universidade Federal (MS), que foi usado para seleções públicas, concursos, mestrado. Nunca duvidei da autenticidade do meu diploma nem da importância dele, guardado com cuidado nestes quase 20 anos. Pois bem, não é que para participar de uma seleção de doutorado em Portugal, eu precisei reconhecer firma de cada assinatura do meu diploma (reitor, secretários, pró-reitor de graduação daquela época)! e também nas assinaturas do histórico e ainda no diploma e histórico do mestrado, que foi em 2005, em Ilhéus, na UESC. E fiquei me perguntando como documentos validados por instituições federal e estadual podem precisar ser 'autenticados'?
E esse foi só o começo, pois depois de autenticados em cartório brasileiro, lá fui eu validar cada um deles, no Consulado Português. Processo caro. Cada documento custou R$66,00! Não fica barato organizar a documentação. Como tinha histórico, diplomas e declarações, gastei mais de R$500,00. 
Enviei as candidaturas e esperei, para prosseguir no processo. Em média esperei um mês pelos resultados e passei nas três seleções que fiz. A decisão mais difícil: ir para qual universidade, para qual cidade (pois eram três cidades diferentes em três programas doutorais de áreas diferentes):   Lisboa, Braga e Aveiro.
Escolhida a Universidade, imprimi carta de aceite e fui em busca do visto de estudante. Novos documentos, diversas declarações. Tudo o que foi assinado por mim, tive que reconhecer firma e tudo o que foi assinado por outros, também. Não aceitam declarações de internet, como por exemplo, o de antecedentes criminais. Precisa ser solicitado na PF e reconhecer firma do delegado que assinar. Providenciar seguro de saúde (que custa uma nota) e também o PB4, para daqui a um ano, vencido o seguro saúde, poder contar com assistência mais em conta, através do acordo Portugal Brasil do CDAM. Vence em um ano, mas deixei procuração e com isso o PB4 será renovado. 
Pagas as taxas, foram 45 dias para visto analisado, concluído, aprovado.  Uma das muitas batalhas em busca deste doutoramento.