terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um canto dramático

Fiz um curso de canto dramático. Depois de ver a mostra Nelsom's, fiquei apaixonada pela possibilidade de cantar em um palco. A aventura começou em 11 de agosto, nas sextas-feiras, das 19h as 22h. Sempre pegando todo o engarrafamento do mundo de Stella até o Rio Vermelho, depois de uma semana dura... No início, aprender um pouco sobre ritmo, expressividade no canto, interação corpo e voz... nada muito teórico, muitos jogos para exercitar e por fim, o desafio de uma mostra onde dança e canto estivessem presentes. Aí então os ensaios passaram a ser também nos finais de semana... haja fôlego! O resultado foi 'Hair', uma livre adaptação da peça americana mesclada com a nossa tropicália... Éramos em 19 alunos (todos muito empolgados e comprometidos), alguns já com vivência de mostras musicais, outros, como eu, iniciantes. Diga-se de passagem, Filinto e Renan exigem muita disciplina e a cada ensaio, dedicação dobrada. Minha maior dificuldade foi, além de aprender as letras das músicas, coordenar o canto com os movimentos da coreografia. Percebi que minha coordenação motora não casa muito com a coordenação linguística. Quando acertava a letra errava os movimentos e vice-versa. Os ensaios acabaram se tornando dolorosos e frustrantes nesse sentido. Apenas na última semana fui sentindo que havia internalizado tudo. A mostra reuniu músicas dos anos 60 e 70. No repertório, letras muito elaboradas, de autoria do Chico, do Gil, do Caetano, Raul, Vandré e outros, que falam do que foi a tropicália, a resistência à ditadura e a busca por um país com liberdade de expressão. Sob a direção de Renan Ribeiro e Filinto Coelho, do curso Todo Mundo Faz Canto, o grupo deu o 'sangue' e o resultado nos surpreendeu. É claro que, não sendo profissionais em palco, havia muito o que melhorar, mas como eram 20 músicas e alguns pequenos textos, acredito que nos superamos em nossas limitações. Mesmo tendo dificuldade, consegui cantar todas as músicas e tropecei apenas na letra de uma canção, o que, pra mim, foi o máximo da superação.