domingo, 16 de janeiro de 2011

A noite de Maria Helena

Ontem Maria Helena se formou enfermeira. Solenidade e festa, lindas! ela estava linda. Era de uma alegria contagiante.
Conheci Maria Helena há dez anos, estava vendedora de uma loja, mãe de dois filhos, esposa. O marido reclamava as vezes que ela não se arrumava. Ela não dirigia e por duas vezes eles se envolveram em acidentes porque ele estava alcoolizado. E ela se dizia já velha para voltar a estudar. Mas aí, de maneira geral, foi iniciada uma campanha que incentivava sua independência. E não demorou, as transformações começaram.
Maria Helena deu uma guinada. Hoje está mais bonita que há dez anos, tem vida cada vez mais independente como mulher e profissional e vida cada vez mais apaixonada como esposa e mãe. Acho que ela tem o equilíbrio que falta na mulher moderna.
Eu fiquei muito emocionada quando o filho mais velho fez uma apresentação no powerpoint com fotos desse percurso e colocou a música 'tudo é do pai', e a festa parou para reverenciar o Criador.
Maria Helena é muito religiosa. Penso que parte desse equilíbrio reside nessa tranquilidade de quem tem fé.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quando uma amiga é como uma irmã...


Não tenho irmãs. Não sei dizer por quanto tempo quis ter uma... Mas sei que a vida me presenteou uma amiga muito especial: SelMística. Conheci Selma no GETEAFI, o Teatro da Ação Fraternal de Itabuna.



Eu tinha 14 anos. Fizemos oito anos de teatro juntas e foi afinidade desde o início. A partir dos meus 17 anos a amizade ficou mais intensa. Estávamos fazendo faculdade no mesmo turno e nos encontrávamos na então FESPI (depois UESC) e no GETEAFI.



Naquela época eu dormia muito na casa de Selma, saíamos juntas pras festinhas. A mãe de Selma, D. Filhinha, ótima costureira, cansou de fazer um modelo para ela e aproveitava e já fazia igual para mim. Gostávamos de nos vestir na vanguada, meio 'alternativo chique'.

Depois, à convite de Marilene Melo, teatróloga, fomos trabalhar juntas na AFI, lecionavá-mos aula de arte-educação. Então era GETEAFI, UESC, AFI e mais um monte de afinidades...

Quando mudei para Cuiabá eram cartas e mais cartas. Em Campo Grande, de vez em quando, um telefonema. Fiz o book de Selma grávida, fotos lindas. E fui a 'Texascity' quando Selma teve Clara.

Anos depois, quando voltei para Itabuna, Selma tinha voltado a morar lá e me apresentou as 'Amigas em Ação', um grupo de 20 mulheres, bonitas, bem resolvidas, algumas casadas e outras solteiras, mas que faziam questão de um encontro mensal, para aproveitarem a companhia uma das outras. Era um grupo mágico. Fez meu retorno a Itabuna mais leve, mais lúdico.
Selma curtiu a chegada de Arthur e sempre foi uma fã do meu trabalho como fotógrafa e repórter.
Depois, novamente separadas por conta de trabalho, família, nos falamos pelo orkut, pelo email, pelo TIM infinity!!!
E é sempre a mesma coisa, parece que estamos sempre por perto. Contamos nossas vidas, o que nos aborrece, o que nos aflige, o que hoje é desafio como mulher moderna, o que estamos procurando mudar e melhorar para ficarmos em paz conosco. Somos de religiões diferentes (ela é Batista, eu sou Espírita) e isso nunca nos atrapalhou. Somos adeptas do Evangelho, acreditamos no Cristo e isso nos basta.
Juntas já fomos muitas vezes ao Morro de São Paulo e é sempre divertidíssimo viajar com ela.



Selma me avisou que viria à Salvador. E já chegou me trazendo um presente lindo. Ela nunca esquece meu aniversário.
Fomos almoçar no restaurante escola do SENAC, no Pelourinho, maravilhoso por sinal. Fomos escolher uma tatuagem nova pra ela. Ela foi a responsável por eu fazer a minha primeira tatuagem. Temos estrelas em nossos corpos. E brilhamos em nossos corações.
Ficamos horas na frente do mar batendo papo. Aproveitei para fotografar Selmística, ela sempre com alto astral, é uma energia que irradia nas fotos e adoro fotografá-la.
E ficaríamos dias assim, se ela ficasse por mais tempo. Penso que as melhores amizades que ficam são aquelas que não se perdem apesar dos caminhos distintos. Agradeço a Deus essa irmã de alma que ele me deu.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Outro aniversário, e as rasteiras estão cada vez menores

Há três anos fiz um poema uma semana antes de fazer aniversário:

A vida me passou uma rasteira. Andou... correu... ligeira.
Nem vi! estava tão atarefada... que bobeira!
As economias foram tantas.
A melhor viagem: não fiz!
A melhor roupa: não comprei!
A melhor festa: não fui...
U2 veio: não vi!
Madonna fez show... dancei _ porque deixei de ir.
Pequenos prazeres, sabores, luxos, amores... não me dei _ guardei, reservei, protelei, arquivei ... como se a vida esperasse.
A vida me passou uma rasteira. Não espera, não tolera, não releva. Cobra mais tarde
pela inoperância, pela insubordinação frente a própria felicidade. Cobra pela
incapacidade em gerenciar a vida.
Acabei passando rasteira pela vida... pelo menos até agora.
Mas decidi mudar essa história - Vou fazer capoeira!!!!!


Ainda tenho a sensação que estou levando rasteiras. Lá vem meu '17 de janeiro', mudança de idade, e o tal balanço anual não escapa...

Mas o legal, desta vez, é que as rasteiras já são menores. As melhores viagens, já estou fazendo;
pequenos luxos, prazeres, sabores e amores, estou aos poucos, conquistando, saboreando, aproveitando...

Acho que ter feito o poema foi o começo do despertar para essa necessidade vital de agarrar o presente. O passado não conta e do futuro não dou conta. Então só posso mesmo contar é com o agora.