terça-feira, 1 de setembro de 2015

Meu pertencimento acadêmico

Rever meus amigos da UESC me fez pensar em o quanto o local que trabalhamos interfere em nosso bem estar.

domingo, 30 de agosto de 2015

A festa da Mara

Hoje foi aniversário da Mara. Tivemos m



uito o que comemorar. volto em breve para contar

Algumas pessoas fizeram pequenos depoimentos, todos lindos. Destaco o que meu irmão Marcelo fez. Sábias palavras.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A primeira vez...

Como mãe, as vezes me deparo com a primeira vez de Arthur em coisas simples, as vezes dolorosas, as vezes prazerosas, que me faz refletir este papel espetacular de ajudar a formar um adulto.
Nas duas últimas semanas, ele enfrentou a pior de suas doenças (até o momento): a catapora. De alguma forma, meu menino vivenciou dores e preocupações que nunca antes tinha vivido.
Quando, ao sabermos que ele tinha catapora, altamente contagiosa, tivemos alguns cuidados por conta de várias pessoas do convívio não terem tido, e isso levou a um certo afastamento necessário e uma separação de objetos de uso pessoal (copo, toalha, etc.), que gerou diversas emoções. O vi refletindo sobre preconceito, rejeição, isolamento. Aproveitamos para refletir sobre quem tem AIDS, quem precisa viver isolado, quem sofre ao ser rejeitado...
E quando falamos da preocupação estética em ficar marcas, caso ele coçasse, vi meu menino seguir à risca a indicação e tomar o remédio anti-alérgico com satisfação. Diga-se de passagem que ele foi vacinado e sua catapora foi leve, com poucas bolhas. E como ele não coçou, acredito que não deixará marcas.

Também vivenciou uma viagem longa, de três dias pelas estradas do Brasil.  A catapora iniciou durante a viagem. Penso que a viagem o afetou a tal ponto de não deixar a doença vir com força. Diria que, mesmo doente, curtiu muito.

Tudo o que vimos no caminho, que desconhecíamos e que suscitava dúvidas, como uma certa curiosidade geográfica, por exemplo, que ele me perguntava e eu não sabia, eu o pedia para anotar e que em breve pesquisaríamos. E fomos atrás... eu, aumentando o meu conhecimento sobre esse lindo Brasil e ele, despertando ainda mais o que admiro no ser humano, um inesgotável desejo de aprender.

E os sabores? fomos a um mercadão em São Paulo, desses que amo visitar, e ficamos olhando a diversidade de temperos, cheiros, cores, texturas. Visitamos empórios e foi uma festa para o paladar.
É muito bom poder oferecer uma primeira vez em algo bem gostoso. Fico pensando sempre que ele vai lembrar, sempre que voltar a comer, a sentir os cheiros, de que fui eu quem o apresentou a essas sensações. E conversar sobre cada sabor novo é o mais legal de tudo isso, porque eu redescubro coisas esquecidas, quando no relato do menino, me deparo com a sensibilidade da descoberta, as primeiras impressões em cada novidade. É um presente!

domingo, 12 de abril de 2015

De volta à semente

Depois de cinco anos, voltei ao Projeto Semente, em Ubaíra. E mais uma vez foi fantástica a experiência.
Desta vez, sozinha, em um compromisso para comigo e com meu eu interior,  fui para um retiro durante a Páscoa. Sem internet, sem celular, sem pessoas próximas, acho que nunca tive uma experiência tão apenas comigo como desta vez.
Dentre as meditações que fizemos, havia uma, da montanha, que aconteceu em diversas etapas e me foi penoso quase todo o tempo.
A minha montanha, diferente das demais pessoas que lá estavam, e que puderam subir fisicamente, foi apenas mental.
Não pude subir. Meus joelhos não me permitiriam. A limitação, o impedimento físico, me fizeram lembrar do quanto eu devo trabalhar minhas questões relacionadas ao joelho.
E que, para envelhecer bem, se me for permitido viver muito mais, devo fortalecê-los.  Eu vivo faltando o pilates, sempre cheia de trabalho, de afazeres, ele acaba ficando em segundo plano.
Já a subida mental, essa foi ainda mais complicada, porque eu precisava elencar as prioridades na minha vida. A montanha virtual é uma conquista.
No meu caso, escolhi minha evolução, que passa por questões das áreas espirituais, afetiva e acadêmica.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

E viva o lúdico...

Há quase dois anos estou sem a diversão do Teatro e do Canto. Estou triste por não ter conseguido me manter nestas atividades. Foram  quatro semestres do curso de teatro Abrindo Portas, da Cia Vá na Contramão, e um semestre de canto. Também fiz parte do Coral da UFRB por mais de dois anos. Como me faz falta rir de mim mesma, gritar, cantar aos sete ventos, chorar, atuar...


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014 - saldos e débitos...

2014, um ano que soma 7, dizem os numerólogos, foi ano onde mentiras caíram, a vida ficou mais transparente e por conta disso houve rompimentos, frustrações, mudanças.
Comigo não foi diferente.
2014 foi ano de olhar por dentro, tentar entender meu interior. Não foi ano fácil.
Mas o quero contar dos rompimentos, é que eles me fizeram entender meu modo de lidar com eles.
Tive três rompimentos significativos. Em dois deles, não controlei e agi por impulso. O último eu soube lidar melhor.
Analisando os dois primeiros, eu e minha terapeuta chegamos a conclusão que eu fujo do que me faz mal, do que me machuca. Fujo logo. Então romper era algo sempre mais fácil para mim, do que lidar com a frustração que acontece, quando alguém que estimo, admiro, gosto ou apenas convivo, me faz algo que machuca. E ir para o confronto, tentando resolver o que deu errado na relação, nem pensar. Por isso, a fuga era fácil.
E quando há o rompimento, tento me convencer que aquela pessoa não me fará falta.

Em 2014 tirei duas pessoas de minha vida. Não que elas não façam falta, fazem. Mas lidar com o que fizeram comigo é complicado, então me afastei.

Os afastamentos tiveram outras consequências, como por exemplo, foi o primeiro natal do meu filho que passei longe dele, já que uma das pessoas é parente paterno dele. Outro afastamento finalizou um projeto profissional que eu estava curtindo. Consequências que achei mais fácil lidar do que enfrentar as pessoas e a minha frustração com elas.

Já o último rompimento só aconteceu pela metade.
Eu já tinha analisado meu 'modus operandi', e procurei agir diferente. Conversamos, dialogamos, tentamos ver outras formas de lidar com nossos desacertos e não rompemos. Continuamos convivendo.

Eu aprendi em 2014 que eu não sou um livro aberto nem mesmo para mim. E nem escrito e finalizado.

Além de todo mistério que mantenho de mim mesma, e do que há por descobrir, desvendar e de todas as páginas escuras que não consegui ler, eu estou sendo escrita todo tempo. Foi um ano de revelações também, eu diria...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O que me alimenta como professora

Largar a profissão de jornalista, deixar a TV, entrar em rotina de professora... burocracia, alunos que não se interessam pela minha disciplina, virar acadêmica no processo industrial de publicar para ser  alguém considerável neste universo de produção de conhecimento (que as vezes nem é tão conhecimento assim), encarar de frente turmas cada vez mais complicadas com relação ao conhecimento mínimo que se espera da língua  portuguesa ou de como se comportar em sala de aula, enfrentar a concorrência dos celulares e notebooks, enquanto a gente dá aula para as paredes... enfim... tem hora que é questionável essa história de ter virado docente.

Mas quando, ao final do semestre, alguns estudantes nos demonstram que deram conta, que foram criativos, que aproveitaram o pouco que a gente consegue orientar neste processo complicado que é 'ensinar' alguém (porque na subjetividade do sujeito, só ele permite que a gente consiga estabelecer essa orientação e ele só aprende 'se' e o 'quanto' ele quiser), então, só aí, eu consigo uma emoção que se traduz em satisfação pessoal, em um sentimento de vitória, que me impulsiona a querer prosseguir.

 Este semestre alguns estudantes me fizeram muito feliz. Não vou citar nomes, mas alguns trabalhos me surpreenderam pela dedicação, empenho e por ver que fazê-lo, ajudou aquele aluno a se enxergar muito capaz. Em um universo de 70 alunos, eu destacaria 20 deles, neste sentimento de ser uma orientadora de verdade. Trabalhei com turmas de primeiro semestre de Cinema, quinto de Jornalismo e segundo semestre de publicidade. Vou postar dois exemplos aqui, de Publicidade, de uma ação social em Santo Amaro da Purificação. Uma com a Apae local e outra com os Alcoólicos Anônimos. Trabalhos de Fotopublicitária, mas que incluem solidariedade, sensibilidade e cidadania.
Penso que mais importante que ensinar a fotografar, a fazer videos ou textos, que são oficialmente o que eu trabalho, eu consigo ajudar a torná-los mais atuantes no mundo em que nós vivemos e somos chamados à transformar. Obrigada aos meus queridos estudantes que me ajudam a aprender cada vez mais nesse processo de ser professora.