terça-feira, 28 de julho de 2009

A diferença entre nascer e morrer

Lembrei dos nove meses que antecederam a chegada do meu filho.
Os primeiros enjôos e uma sensação de corpo em alteração, já a demonstrar que a minha vida mudaria. Uma preparação para a nova vida que chegaria.
Foram nove meses de expectativas, algumas inseguranças, outras certezas, ... tive tempo para rever meus conceitos, mudar meus hábitos, inclusive ficar sem  beber refrigerante por toda a gravidez e pelos dois anos e meio em que eu amamentei. 
Tornar-me mãe, como algo a se aprender a ser, com a chegada de um bebê.
Um bebê que significava a renovação da minha vida, na continuidade de meu nome, de meu sangue.
E quando ele chegou eu estava madura. Foi uma transição natural.

Fiquei pensando na morte sob o aspecto da espera e da preparação. Imaginei se as pessoas fossem avisadas nove meses antes, se o nosso corpo se alterasse ao ponto da morte chegar como um descanso, após um período preparatório. Como tudo seria diferente.
Teríamos tempo de amadurecer a ideia e deixarmos a mente envolvida de tal forma, nesses preparativos, para uma passagem tão tranquila quanto é a chegada de uma vida.

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