quarta-feira, 7 de setembro de 2016

É tudo novo de novo

Sabemos que mudar de casa dá trabalho, de cidade mais ainda, exige-nos um esforço grande em adaptação. De Estado então... mudei para Mato Grosso, depois Mato Grosso do Sul, fui parar no Rio de Janeiro, depois em Pernambuco com Bahia... sei bem que temos a Unidade BR mas no fundo temos cá nossas diferenças dentro do mesmo país.
Eu já viajei pela América do Sul e Central, tive experiências interessantes nos países de língua espanhola, mas nunca tinha saído de mala e cuia, para morar fora. Don´t is easy!
O primeiro grande impacto em terras portuguesas: a língua.
Pasmem! no início, eu não conseguia entender 70% do que falavam os portugueses. Aqui no norte do país, além de fonemas muito abertos, como falam rápido e suprimem letras, e para completar, uma única palavra de sentido diferente do nosso, nos confunde, nos torna lentos para assimilar e responder. Pior, somos, nós brasileiros, altamente metafóricos e eles não. Os portugueses são literais. Então se eu digo em uma frase: perdi o autocarro, dancei! ele te olha com um olhar reprovador e diz 'não dançaste, como dançaste, desculpa lá, mas estás parado'. E você fica em uma diálogo sem nexo. Aconteceu todo tempo comigo. Então controlar nossas gírias, nossas metáforas, é obrigatório.
Outra questão da linguagem: falamos uma língua tosca, com muitos erros grosseiros para os portugueses, que primam no uso da concordância verbal e no uso dos pronomes. Pois bem, falamos 'brasileiro' (segundo eles) e com isso é muito fácil encontrar quem nos trate mal após ouvir nosso 'sotaque' tupiniquim.


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